Fronteira de vidro.
Há dias assim, dias de chuva fria que arrefece o ânimo, dias cinzentos que levam a luz, cinzentos tons que trazem a noite mais cedo. Este dia que já acabou tem chuva lá fora, esbarra no vidro e escorre janela abaixo distorcendo o que se consegue ver.A única coisa que se distingue é a luz do candeeiro do outro lado da rua.Emana uma luz amarela intermitente, como que a telintar com o frio que chegou com o pôr do sol. Espero que tal como lava as ruas e os passeios limpe também o cinzento da paisagem e traga de novo azul primaveril.

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